terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS, O CHARLIE HEBDO, AJUSTE FISCAL NA ECONOMIA BRASILEIRA


Por Ari Barbosa da Cunha

A forma como esses temas são abordados na imprensa nos remete ao velho e atualíssimo pensamento de Karl Marx, segundo qual, em todas as épocas e sociedades, os pensamentos dominantes são os pensamentos das classes dominantes. A classe que é potência material é, também, potência espiritual da sociedade, fazendo com que o ser do ser, depende do lugar ocupado pelo ser.

A Petrobrás paga o preço por estar no centro do furacão da geopolítica do petróleo. O Charlie Hebdo se transformou em mais um dos instrumentos de ataque aos costumes do islamismo, empecilho à globalização do mercado e dos valores ocidentais para o mundo, em nome da liberdade de expressão.

E, por fim, conforme explica o prof. Beluzzo, a ideia de austeridade fiscal que reforça as raízes aristocratas do patrimonialismo da sociedade e do Estado brasileiro, que manipula e faz o cidadão gritar contra o impostômetro, e desconhecer o “jurômetro”, aquele que nos últimos 19 anos repassou as elites econômicas R$ 1, 500,000,000,00 (Um trilhão e meio de reais), só em juros da dívida pública. Se a política de austeridade fiscal recaísse sobre o patrimônio dos endinheirados brasileiros, e não sobre os assalariados, só ai, o governo arrecadaria R$ 300, 000, 000,00 (Trezentos bilhões de reais). Ao contrário do se lê e se pensa por ai, os pensamentos de Marx estão mais atuais do que nunca, algumas interpretações, seja no campo da esquerda quanto da direita, é que estão envelhecidas, distorcidas, ou imprecisas...

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