domingo, 22 de fevereiro de 2015

Castro Alves – Os escravos

Breve biografia de Castro Alves

Nasce no dia 14 de março de 1847, Antônio de Castro Alves em Muritiba, comarca de Cachoeira, a poucas léguas de Curralinho, na Bahia. Filho do dr. Antônio José Alves e de d. Clélia Brasília da Silva Castro. Em 1852/53, sua família se muda para Muritiba e depois para S. Félix, às margens do rio Paraguaçu. Aprende as primeiras letras com o Prof. Primário José Peixoto da Silva. Passa a frequentar a escola de Antônio Frederico Loup, em Cachoeira, no outro lado do Paraguaçu. No início do ano de 1854, sua família instala-se em Salvador, à rua do rosário, n.º 1, num sobrado em que seis anos antes, fora assassinada, pelo noivo, a formosa Júlia Feital, segundo a lenda, com uma bala de ouro. Em 1856/57, Castro Alves frequenta os cursos do colégio Sebrão, em 1858 transfere-se para o ginásio Baiano do Dr. Abílio César Borges, mas tarde Barão de Macaúbas. Em 1859, falece sua mãe, D. Clélia de Castro.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Ensinar línguas com os variados gêneros textuais, não de forma isolada

Quando uma determinada língua é compreendida como forma de comunicação entre indivíduos, pertencentes a uma mesma comunidade, seu uso deve ser pensado não de maneira isolada, mas sim, atrelado às práticas sociais de seus usuários. Para Bakhtin (2003, p. 261), “todos os diversos campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem”, ou seja, as pessoas comunicam entre si, por meio de enunciados relacionados aos diversos gêneros textuais, não por estruturas dissociadas da realidade do falante, ainda segundo Bakhtin (p. 283), se não existisse os gêneros discursivos, isto é, se precisássemos criá-los no processo discursivo pela primeira vez, certamente a comunicação seria impossível. Nesse sentido pode-se afirmar que a língua só faz sentido aos seus usuários se for entendida como interação social, como modo do indivíduo interagir com o outro e ser compreendido, e não como estruturas fechadas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A LÍNGUA ARQUITETA DA MEMÓRIA EM PROFUNDAMENTE

Por Fernando Rocha

A língua convertida em linguagem possibilita aos seres humanos o ato da comunicação, é por meio dela que um homem pode reconstruir o passado e/ou avançar ao futuro. Destacando-se dentro do coletivo, os literatos que com um elaborado trabalho com a massa bruta da linguagem, conseguem esculpir beleza singular por meio da escrita, neste seleto grupo está o poeta Manuel Bandeira.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O discurso que quase emudece Fabiano em Vidas secas de Graciliano Ramos

Quando falamos em análise do discurso estamos falando em algo vago e ao mesmo tempo amplo, uma vez que pode ser remetido a qualquer coisa, ou seja, toda produção de linguagem pode ser considerada um “discurso”, Fernanda Mussalim (2006). A Análise do Discurso, de origem francesa tem como característica condicionar o sujeito a uma determinada ideologia que predetermina o quê, ou não deve ser dito, em determinado contexto social, que de certa forma somos levados a crer, e, a certo ponto é verdade, que o discurso dominante está atrelado à questão do status social a qual o indivíduo possui na comunidade em que ele está inserido. Em “Vidas secas” Graciliano Ramos mostra por meio do personagem Fabiano e sua família, que o não domínio da linguagem, isto é, a falta de compreensão de suas implicações, faz com que o indivíduo seja excluído, tanto dos bens culturais, como fica impedido de ascender socialmente.