segunda-feira, 30 de março de 2015

Letramento no ensino de LE

De acordo com a Proposta Curricular do Estado de São Paulo, as diretrizes de ensino de LE são articuladas por meio da aprendizagem com base no letramento, onde o indivíduo é capaz, não apenas de formular conhecimento, mas de reconhecer, tanto a si, como o outro, em um processo de interação social com objetivos diversos dentro da comunidade a qual ele faz parte como sujeito discursivo. Já não enfatiza mais, nem o ensino das estruturas gramaticais, muito menos das funções comunicativas, uma vez que as mesmas têm um viés simplista no tocante ao ensino de LE, pois não privilegiam o letramento em um sentido amplo da palavra, e sim, a meras situações de hipóteses.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O Cordel como literatura (não)popular

Entre as numerosas investigações científicas consagradas aos ritos, mitos e às obras populares líricas e épicas, o riso ocupa apenas um lugar modesto. Mesmo nessas condições, a natureza específica do riso popular aparece totalmente deformada, porque são-lhe aplicadas ideias e noções que lhe são alheias, uma vez que se formaram sob o domínio da cultura e da estética burguesa dos tempos modernos. Isso nos permite afirmar, sem exagero, que a profunda originalidade da antiga cultura cômica popular não foi ainda revelada.
(Bakhtin)

A Cultura popular pode ser definida como qualquer uma das manifestações que envolve dançamúsicafestaliteratura, folclore e arte, em que o povo tanto produz como participa de forma ativa. A cultura popular resulta sempre de uma interação contínua entre as pessoas de determinadas regiões e recobre um complexo de padrões de comportamento e crenças de um determinado povo. Surgiu com uma adaptação do homem sobre o ambiente a qual vive, e abrange inúmeras áreas do conhecimento, como por exemplo, crenças, artes, moral, linguagem, ideias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanatos e folclore.

quarta-feira, 18 de março de 2015

UM EU PROVINCIANO À MARGEM DA METRÓPOLE


Por Fernando Rocha

Piadas seguidas por sorrisos escandalosos, a branquinha como combustível, o homem é um inventor de bordões que contaminam toda sua vizinhança. Para situações difíceis: Chora sangue! Ao invés de siga em frente: Arrocha!
 

sábado, 7 de março de 2015

Educação além do senso comum

A escritora Clarice Lispector escreveu uma belíssima crônica, cujo título é: “você é um número”. Nela a autora nos adverte a tomarmos cuidado, pois a nossa vida está reduzida a ser apenas um mero número. Vale a pena ler! Na verdade somos realmente um número desde o momento em que nascemos, pois a partir de então, fazemos parte das estatísticas como um a mais nascido no país, na cidade, no hospital (claro se esse nascer em hospital, pois nem todos nascem em hospital, mas se for em casa, continuará sendo um número a mais que a parteira ajudou a nascer), será mais um na família, ou um a mais sem família. Até o momento em que morremos, quando é expedido o atestado de óbito, nesse caso, para o estado este ser será um número a menos que requererá os benefícios diversos, principalmente, quando se trata de estado patriarcal, que não forma cidadãos independentes, autônomos, com capacidade para refletir sobre a liberdade.