quinta-feira, 27 de agosto de 2015

POR QUE A ESCOLA NÃO É ASSIM?

Existe algumas coisas na educação que são muito estranhas, uma delas a qual quero enumerar neste breve texto, é a hilária tentativa de proibir os alunos a usarem o celular em sala de aula, na verdade existe até a LEI  12.730, DE 11 DE OUTUBRO DE 2007, que proíbe o uso do celular por parte dos alunos em sala de aula no estado de São Paulo. Como se os três artigos que compõem a tal lei fossem suficientes para convencer os alunos que eles em sua maioria, nasceram no Séc. XXI, mas precisam aprender a se comportarem em uma escola do Séc. XX. Claro que esta lei não faz nenhum sentido, principalmente, nos dias de hoje, onde o celular não é um adorno de luxo, mas sim, um rico instrumento, que além de ser um objeto de entretenimento para as pessoas que gostam de jogar, pois são vários os aplicativos de jogos para a pessoa escolher o que mais se adeque ao seu gosto, como também é um meio de interação entre as pessoas, através do acesso às redes sociais.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA

Por Fernando Rocha

Da infância trago a violência como ficção, exibida na tevê, monstros que depois de mortos, renasciam gigantes para serem exterminados pelos eficientes robôs dos Changeman e do Jirayia. A tela mágica permitia ao humano atingir o além da sua condição, o voo do Super-Homem, Rambo uma espécie de exército de um homem só.

A celebração da queda de um muro que dividia o mundo, uma canção com um assobio. Animais cobertos por petróleo, labaredas de fogo intermináveis. Um pouco mais tarde, eu um pouquinho mais velho, crianças mortas na Bósnia, lágrimas nos meus olhos, meu pai já não precisava mais pedir silêncio na hora do jornal.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Um mundo além das palavras

Por Paloma Rangel


As câmeras mostram o mundo com ênfase não no "onde", mas "o que está lá". A manhã, paisagens naturais, pessoas em oração, povos indígenas, aldeias inteiras dançando, destruição da natureza através de explosões e minas a céu aberto, pobreza, vida urbana, campos de concentração, valas comuns, ruínas antiga, piras funerárias e retorno à natureza. Numa busca para que cada quadro consiga capturar a grande pulsação da humanidade nas atividades diárias.

A começar, "Baraka" é um documentário profundamente sensorial. Com suas músicas e imagens estonteantes, o filme mexe com corpo e imaginação: em diversos momentos senti palpitações estranhas enquanto refletia sobre os significados das cenas, todas fotografadas com brilhantismo.

Por se tratar de algo imensamente subjetivo, "Baraka" pode ser lido sob diversas perspectivas, mas não se deve perder de vista o fato de que o filme tem um propósito e direcionamento básico, este preenchido a todo momento pela experiência do observador. A principal discussão do filme diz respeito ao velho tema de opostos: "civilização X barbárie". As cenas que retratam organizações tribais primam sobretudo pela serenidade, sabedoria e espiritualidade, enquanto as que representam as cidades são inquietas, caóticas e vazias em significado metafísico.