sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ESPORTE SIM, VIOLÊNCIA NÃO!

Por Alexandre Passos Bitencourt

Numa quinta-feira, como qualquer outra, aquela, a princípio, não teria nenhuma novidade no cotidiano daquelas pessoas que pertencem e circulam dentro daquele determinado espaço a qual estão inseridas. No entanto, para um grupo de adolescentes que pertencem à comunidade mencionada acima, que iam naquele dia participarem de uma tão esperada partida de futsal, seria uma quinta-feira que, decerto, teria algo novo para eles, uma vez que era um dia onde fariam uma atividade que excedia as atividades que até então estavam acostumados a praticar cotidianamente.

Antes de começar o jogo, todos demostram serem bons amigos, que na verdade o são, não fossem tomados pelo espírito competitivo desenfreado e ornamentado de um inexplicável egocentrismo grupal. Nesse momento tentam controlar suas ansiedades, ouvem atentos ao professor, quase todos com os globos oculares estáticos. Até então, ninguém discorda das regras às quais precisam obedecer para que haja interação de respeito e amizade entre ambos os participantes daquela atividade. Isso se deve, talvez, pelo respeito ao professor ou pelo medo de ser excluído daquele tão esperado evento ou mesmo porque o seu sistema nervoso ainda é passível de ser controlado.

Então o professor que será o juiz daquela partida, chama-os todos ao centro da quadra, e mais uma vez explica-os que aquele era apenas um treino, ou seja, não tinha nenhuma relação com jogo ou campeonato oficial, mas sim, seria uma oportunidade de treiná-los para poderem participar das competições futuras com uma ideia mais formada e amadurecida das equipes que viriam a enfrentar.

Quando finalmente chega o momento mais esperado por todos, cada um toma sua posição, outros estão à beira da quadra para torcer, então o juiz apita, e começa o jogo, mas infelizmente, nesse dado momento começa também uma desnecessária e aferrada disputa competitiva, parece até que estavam disputando uma final de um campeonato oficial de sobrevivência aos vencedores.
Começa então o que não se esperava e não se espera que aconteça dentro do esporte, principalmente, quando esse é praticado com um viés educativo, pelo qual o objetivo é a formação da pessoa humana, para que o indivíduo aprenda, regras de convivência, trabalho em equipe, de forma saudável e prazerosa. Mas o ímpeto competitivo, pautado em uma ideia egoísta de que para que minha equipe ganhe não me importo com a destruição da equipe contrária, toma conta do sistema nervoso daqueles jovens tornando-os incontroláveis e ávidos à mais terrível e brutal forma de lidar com os nossos conflitos e diferenças, que é a agressão física, devido a perda da racionalidade e descontrole emocional.
A violência não é e nunca será uma saída para a resolução de conflitos, e também não combina com nada, conflitos devem ser resolvidos por meio do diálogo, agora o esporte esse sim deve ser incentivado e praticado por jovens e adultos de forma prazerosa, divertida e saudável dentro das comunidades, não de maneira competitiva e excludente, tendo que ser interrompido antes do final, por causa de descontroles irracionais e falta de companheirismo entre as equipes adversárias.

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