domingo, 26 de fevereiro de 2017

TEMPOS DIFÍCIES À EDUCAÇÃO

Por Alexandre P Bitencourt

Ao assistir um debate na TV Câmara, cujo tema era o “Escola sem partido”, fiquei estarrecido em ver o triste rumo da educação no Brasil, ou seja, com tantos problemas que têm afetado diretamente a educação, fato que hoje temos aparecido mal em pesquisas de amostragem de desempenho, nas avaliações de larga escala, tanto nacionais como internacionais, como é o caso do IDEB e do PISA.

Nesse caso, ao invés da Câmara está discutindo melhorias para a educação, está perdendo tempo e dinheiro com discussões acéfalas, cujo objetivo não parece outro senão o de criar mecanismos bizarros de controle que pode vir a ferir a liberdade de cátedra do professor, logo esse, que há muito tem sido vítima de um sistema injusto, que tem enorme dificuldade de reconhecer a importância das professoras e professores por esses Brasis a fora, como pessoa fundamental na construção e formação de uma sociedade livre, emancipada e democrática.

Escola sem partido, no meu entender significa, escola sem ideologia, o que em sua essência pode ser reconhecida como qualquer coisa, menos como escola. Um dos argumentos do idealizador dessa bizarrice no debate que assistir, foi que, por exemplo, a escola hoje não pode discutir questões relacionadas ao “golpe” que culminou no impeachment da presidente Dilma, pois segundo ele não há literatura que trate do tema em questão, no entanto, ele diz que tal questão foi bastante enfatizada em sala de aula por professores de esquerda contrários ao impeachment.

Bom, frente ao exposto, percebe-se o quanto a educação deve ser discutida por quem realmente entende e estuda educação, e não por simples amadores. Achar que em educação deve-se discutir apenas aquilo que é consagrado em literatura, é ter uma visão muito reduzida de educação.