terça-feira, 22 de janeiro de 2019

NA PERIFERIA

Por Alexandre P Bitencourt

Um dia desses resolvi andar por algumas ruas da periferia de São Paulo, é uma atividade bastante interessante, dado o fato de você ter que traçar intensa disputa com calçadas na maioria das vezes inexistentes e/ou malconservadas ou optar por disputar lugar com os carros nas ruas, essas nem sempre estão em estado de conservação adequado, pois quando não existem buracos, há aqueles buracos mal tapados, aqueles que são tapados e que fica parecendo uma lombada, mas claro, sem sinalização. Até aí tudo bem, essas questões já estão introjetadas como parte do cotidiano das pessoas, que parece não fazerem mais diferença, até porque existem outras demandas urgentes, que talvez nunca serão resolvidas, mas se pensa por aqui que serão. Como, por exemplo, um melhor atendimento à saúde, educação, moradia, transporte melhor, entre outras.

Nessas minhas andanças encontrei numa rua uma cena, digamos que tragicômica.

A imagem seguinte talvez represente melhor do que se eu tentasse descrever aqui, o que vi. Uma simples leitura de alguns elementos representados nela podem mostrar um pouco da vida na periferia, como as pessoas são tratadas por essas bandas. Mas enfim, o objetivo aqui não é me alongar na descrição da imagem, até porque, ela carrega elementos passíveis de significados, por isso passo aos leitores. 


E assim segue a vida na periferia, na esperança de que um dia as coisas mudem por aqui, que situações como a representada na imagem, realmente, desapareçam.